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23 de janeiro de 2017

Resenha: Boa Noite

Como prometido para vocês, aqui está a resenha de "Boa Noite" da nossa querida booktuber Pam Gonçalves. Clica no play para conhecer essa história maravilhosa!


Ficou curioso com a história? Para saber um pouquinho mais, confere aqui a minha entrevista com a autora:


Não deixem de contar o que acharam do livro e se vocês conhecem outros livros com a mesma temática, me indica nos comentários que eu vou adorar! Até a próxima!

11 de julho de 2016

Entrevista: Paula Pimenta - parte 2

Algumas semanas atrás postei a primeira parte da entrevista com a escritora mineira Paula Pimenta. Confira a segunda parte na qual a autora fala sobre processo criativo, adaptações cinematográficas de seus livros e o intercâmbio com as leitoras.

Leio na Rede, Gaby Monteiro

Leio na Rede:  Você teve alguma decepção/desencantamento depois que entrou para os bastidores da literatura?
Paula Pimenta: Descobri que realmente existem escritores fantasma. Isso me decepcionou um pouco não só com as editoras, mas com os “autores” que topam isso também. Eu trabalho tão incansavelmente para escrever os meus livros e tenho tanto apego a cada vírgula que coloco neles, que não consigo entender como alguém pode aceitar escrever um livro para outra pessoa e também que alguém aceite simplesmente assinar algo que outra pessoa escreveu... Acho isso muito surreal.
Uma outra coisa que me deixa chateada é a pirataria. É um combate constante, toda semana tenho que denunciar nos sites de download... Sempre aviso aos leitores que isso é errado, pois muitos acham que é normal. Algumas pessoas até me escrevem perguntando onde podem baixar meus livros!

Leio na Rede: Você tem seus livros publicados em Portugal e na América Latina, qual a sensação de receber feedback dos fãs fora do Brasil?
Paula Pimenta: Estive na Feira do Livro de Portugal em maio do ano passado e as duas sessões de autógrafos que fiz ficaram lotadas, foi uma surpresa até para a editora de lá. E no final de 2015 também estive na Feira do Livro de Guadalajara, estava bem cheio também! Meus livros também já foram publicados na Espanha e na Itália. É muito emocionante saber que estou levando um pouco do Brasil para o mundo!

Leio na Rede: Como você faz para continuar atualizada no universo teen que muda constantemente?
Paula Pimenta: Hoje em dia eu vivo nesse universo... Por causa dos meus livros, tenho contato diário com adolescentes através das redes sociais e nos lançamentos. Além disso, leio revistas e livros teen, escuto músicas que os adolescentes gostam... E não é apenas para fazer pesquisa, é muito natural, pois eu realmente gosto de tudo que é feito para esse público, sempre gostei. Acho que minha adolescência foi uma fase tão marcante que eu nunca me desvinculei dela totalmente.

Leio na Rede: Seus livros são muito conectados, os personagens fazem parte de um mesmo Universo. Qual o segredo para fazer a intertextualidade sem cometer gafes?
Paula Pimenta: É bem trabalhoso... Antes de iniciar um novo livro, tenho que reler todos que tenham relação com ele para que as histórias voltem a ficar frescas na minha mente. Eu também tenho uma linha do tempo que fiz com os acontecimentos mais marcantes das séries e o período de interseção entre elas.

Leio na Rede: Qual sua parte favorita no processo de escrita e criação de um livro?
Paula Pimenta: Adoro quando o livro “engrena”. Chega um momento em que a história praticamente se escreve sozinha, a cada vez que tenho que parar fico louca pra voltar, nesse momento é como se eu vivesse mais a vida dos meus personagens do que a minha.

Leio na Rede, Gaby Monteiro

Leio na Rede:  Qual dica você daria para jovens escritores?
Paula Pimenta: Em primeiro lugar, é importante ler muito. Geralmente, quem gosta de ler e tem esse hábito, escreve bem. Devemos também escrever sobre o que gostamos, pois quando escrevemos com paixão, os leitores sentem isso. Escrever sobre o que realmente conhecemos é importante também. Ao escolher um tema, certifique-se que você domina o assunto, para não se perder no meio da história. Depois que o livro estiver pronto, é preciso muita paciência e força de vontade pra procurar uma editora. Acho que esses são os passos fundamentais para quem quer escrever e publicar um livro.

Leio na Rede:  Seus livros estão sendo adaptados para o cinema. Como é esse processo de adaptação?
Paula Pimenta: Ainda está bem no início, então ainda não sei exatamente como vai caminhar. Mas sei que teremos reuniões para discutir o roteiro, a escolha do elenco e tudo mais. A produtora que comprou os direitos quer que eu esteja sempre por perto, para que a adaptação saia o mais fiel possível.

Leio na Rede:  Você tem algum receio com essa adaptação cinematográfica?
Paula Pimenta: Confesso que ainda não estou preparada para ver meus personagens em carne e osso! Eles existem na minha cabeça, então acho que vai ser meio difícil encontrar atores que sejam exatamente iguais a essa imagem formada que eu já tenho. Mas fora isso acho que vai ser bem tranquilo, pois eu vou acompanhar cada fase e fiz questão de colocar no contrato que eu posso até vetar o roteiro caso não concorde com alguma cena.

Leio na Rede:  Tem alguma previsão de lançamento?
Paula Pimenta: Ainda não... É um processo bem lento. Mas mudei de produtora recentemente, o pessoal agora está muito empolgado com o projeto, então acho que vai ser um pouco mais rápido.

Leio na Rede: Você faz um intercâmbio com as leitoras pelos locais que suas personagens viveram nos livros. Como é essa experiência?
Paula Pimenta: É muito gratificante tanto pra mim quanto para as leitoras, pois eu posso mostrar para elas os lugares que me inspiraram, o que me motivou a usar cada local como cenário das minhas histórias.

Leio na Rede:  Você ultrapassou a marca de 1 milhão de livros vendidos. Algum dia imaginou que chegaria nessa marca?

Paula Pimenta: No começo não, eu pensava que no máximo as minhas amigas iriam ler o que eu escrevia. Mas as vendas foram aumentando gradualmente à medida que eu fui lançando mais livros... E de repente a marca de um milhão de livros se tornou atingível. Foi aí que eu comecei a acreditar! Agora já estou calculando quando vou alcançar dois milhões! 

Gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre a Paula? Fiquem ligados que esse mês tem lançamento do Princesa das Águas, livro que faz parte de sua coleção de princesas publicada pelo selo Galera Record!

27 de maio de 2016

Entrevista: Paula Pimenta - parte 1

A entrevista de hoje é com a escritora mineira que já ultrapassou a marca de 1 milhão de livros vendidos! Confira o que Paula Pimenta falou sobre o mundo literário e suas expectativas como escritora!

Leio na Rede, Gaby Monteiro

Leio na Rede: De onde surgiu a vontade de ser escritor?
Paula Pimenta: Eu sempre gostei de Português no colégio, adorava fazer redações… Na época do vestibular, resolvi fazer Jornalismo, para profissionalizar esse amor pela escrita. Mas logo no começo do curso, eu me decepcionei. Descobri que eu não queria relatar os fatos imparcialmente e, sim, colocar emoção nas linhas. Os meus professores, ao lerem as minhas matérias jornalísticas, perguntavam se eram crônicas. Foi quando eu descobri que era aquilo que eu queria, me colocar dentro da história, opinar, criar. E, por isso, acabei transferindo de curso, para poder ser mais criativa. Me formei em Publicidade e Propaganda. Mas foi com “Fazendo meu filme” que eu realmente descobri que o que eu mais gosto de escrever são romances.

Leio na Rede:  Você teve incentivo familiar para seguir essa profissão tão difícil?
Paula Pimenta: Sim, meus pais sempre me incentivaram. Meu pai bancou o meu primeiro livro (Confissão, um livro de poemas que depois foi relançado pela editora Gutenberg) e a minha mãe até hoje é a primeira a ler tudo que eu escrevo.

Leio na Rede: O que te inspira a escrever?
Paula Pimenta: Tudo! Comecei a escrever romances baseando em fatos da minha própria vida, mas atualmente estou sempre atenta, tudo pode render uma nova história.

Leio na Rede:  O que você pensa do cenário literário nacional atual?
Paula Pimenta: Acho que finalmente os leitores e as editoras descobriram que os autores nacionais podem ser tão bons quanto os internacionais. As portas estão se abrindo cada vez mais para novos autores e isso é muito importante. Quando comecei sofri muito preconceito, apenas por ser brasileira. Eu via, por exemplo, uma leitora indicando meu livro em alguma rede social e a amiga dela dizia: “Ah, mas é nacional?”, como se isso desmerecesse o livro.

Leio na Rede, Gaby Monteiro

Leio na Rede:  Qual sua visão dos livros dos famosos youtubers?
Paula Pimenta: Devemos incentivar qualquer forma de leitura. Desde que a pessoa escreva bem e realmente tenha algo a acrescentar, acho que é válido.

Leio na Rede:  O que mais te encanta no mundo literário?
Paula Pimenta: Saber que estou incentivando tanta gente a ler. Diariamente recebo recados de leitores me contando que não gostavam de ler até terem contato com os meus livros... E que a partir deles começaram a ler de tudo!

Leio na Rede: O que mais te irrita nesse universo?
Paula Pimenta: A pressão. Hoje em dia eu não sou dona apenas da minha vida, mas da vida dos meus personagens também... Os leitores e as editoras me cobram a continuação das histórias, mas às vezes o livro que eu quero escrever é outro...

Leio na Rede: Qual foi a melhor experiência vivida após a publicação de seu primeiro livro?
Paula Pimenta: Acho que a fase de escrita do Fazendo meu filme 2 foi maravilhosa, pois foi a primeira vez que eu estava escrevendo algo que sabia que seria lido, que seria publicado.

Leio na Rede:  Você se surpreendeu com o feedback dos leitores?

Paula Pimenta: Muito! Quando lancei meu primeiro livro pensei que apenas as minhas amigas iam gostar, lembrando da nossa adolescência. Não imaginei que eu fosse atingir os adolescentes de hoje. Com isso acabei descobrindo que essa fase é igual em qualquer geração. Pode até mudar a moda e a trilha sonora, mas os sentimentos e descobertas são os mesmos.

Fique ligado no Leio na Rede para a parte 2 da entrevista, na qual Paula fala sobre processo criativo, adaptações cinematográficas de seus livros e o intercâmbio com as leitoras.

26 de abril de 2016

Vídeo: Entrevista com Babi Dewet

Oi gente!!
Durante a Bienal de Minas 2016 encontrei com a Babi Dewet e a gente bateu um papo super bacana! Está tudo no vídeo novo do canal no YouTube!
Só clicar no play para conferir tudinho!


Gostaram da entrevista? Não deixem de curtir o vídeo e se inscrever no canal para não ficar por fora de nada que acontece por aqui! Tem mais vídeo legal por vir hein?
Se ainda não conhece o trabalho da Babi, o que tá esperando? Vem ler na rede também!

24 de março de 2016

Entrevista: Angélica Pina

A entrevista de hoje é com a autora mineira Angélica Pina, autora de Quilômetros de Saudade e Outros Tantos Quilômetros.

Leio na Rede, Gaby Monteiro


Leio na Rede: Quando você decidiu que queria escrever um livro?
Angélica Pina: Eu já tinha a vontade guardadinha dentro de mim, mas chegou um ponto em que as circunstâncias conspiraram a favor e eu só precisei de um pouco de coragem para dar o pontapé inicial. Eu parei de trabalhar para cuidar do meu filho após seu nascimento e passei a aproveitar o tempo livre para ler mais. Nisso surgiu o convite para fazer resenhas para um blog literário e logo algumas pessoas me incentivaram com a pergunta “Por que você não escreve um livro?”. Foi o empurrãozinho que faltava!

Leio na Rede: Como foi o processo de buscar uma editora?
Angélica Pina: Acho que parecido com o que acontece com a maioria dos autores nacionais desconhecidos: vários e-mails para editoras perguntando se estavam recebendo originais, muita ansiedade aguardando respostas e quase nenhuma chegando. Até que vi um post de um blog sobre um livro da editora que publiquei, que eu ainda não conhecia e resolvi entrar em contato. Quinze dias depois estávamos fechando contrato. Como eu estava muito ansiosa para publicar logo, nem pensei duas vezes antes de topar a proposta.

Leio na Rede: Qual seu processo de escrita? Você esquematiza todo o livro antes de desenvolvê-lo ou simplesmente vai escrevendo?
Angélica Pina: Não esquematizo todo, começo a escrever geralmente sem saber até mesmo como será o final. Eu faço um rascunho com as ideias iniciais, traço o perfil dos personagens principais com suas características físicas e personalidade, anoto datas, momentos importantes e me jogo na escrita. A história vai tomando forma e seguindo seu rumo durante o processo.

Leio na Rede: Seus personagens são baseados em pessoas conhecidas ou você os criou totalmente?
Angélica Pina: Eu os criei totalmente, mas certamente me inspiro em algumas características minhas ou de pessoas que conheço. Empresto vivências pessoais a eles e uso algumas situações que eu já vi ou ouvi em algum lugar, mas a maior parte de tudo é ficção e criação minha mesmo.

Leio na Rede: De onde surgiu a ideia da história para “Quilômetros de Saudade”? É baseada em alguma vivência pessoal?
Angélica Pina: Nunca tive um romance como o de Quilômetros de saudade, mas tenho amizades à distância que serviram como base, pois por causa delas acredito que relacionamentos assim são reais e possíveis. O relacionamento da Dani com o Jorge eu criei meio que satirizando alguns relacionamentos que vi em outros romances, que valorizam apenas o fato de o mocinho ser lindo e rico.


Leio na Rede, Gaby Monteiro

Leio na Rede: “Outros Tantos Quilômetros” é um spin off de seu primeiro livro. Como foi escrever sobre outros personagens do mesmo universo?
Angélica Pina: Foi uma delícia! Eu amei poder contar um pouquinho mais sobre a turma que criei no primeiro livro, pois tenho um carinho enorme por eles. Além de criar protagonistas totalmente diferentes do primeiro e conhecer melhor a Gabi e o Vini que tinham aparecido pouco, pude trazer de volta cada um dos outros e mostrar como andava a vida deles depois do término de Quilômetros de saudade.

Leio na Rede: Você escreve uma história no Wattpad, “Apaixonados por Ela”. Quais as diferenças entre escrever online e a publicação física de um livro? Tem alguma pretensão de publicar um livro dessa história que posta regulamente?
Angélica Pina: Eu comecei a postar essa história no Wattpad como um desafio comigo mesma. Eu queria escrever a partir do ponto de vista de um protagonista masculino e achei que assumir o compromisso de postar regularmente me faria não desistir no meio do caminho. Além disso, tem a questão de sentir a reação dos leitores, o que é ótimo. É diferente ter “prazos a cumprir”, já que desde o início defini duas postagens semanais, então mesmo que às vezes eu tenha outros compromissos ou não esteja lá muito inspirada, eu me cobro de sempre estar em dia com os leitores. Não tenho grandes pretensões com ela, quero deixá-la completa na plataforma, mas pode ser que depois de um tempo eu a coloque em formato e-book na Amazon.

Leio na Rede: Quem você admira no mundo literário?
Angélica Pina: Autores nacionais que admiro muito são Carina Rissi, pela criatividade enorme e escrita totalmente cativante e Maurício Gomyde, pelo talento e pela forma como ele tem construído uma linda carreira. Também admiro muito as autoras Colleen Hoover e Jojo Moyes, pela forma como inserem temas importantes e totalmente originais em suas histórias.


Leio na Rede, Gaby Monteiro

Leio na Rede:  O que podemos esperar de Angélica Pina em 2016?
Angélica Pina: Espero que muitos eventos literários e mais livros publicados. hehehe...
Na verdade, o que já tenho programado é a Bienal do Livro de Minas, que acontecerá nos dias 15 a 24 de abril e eu estarei no estande da Liga de autores mineiros.
Estou escrevendo um livro em conjunto com mais três amigas escritoras, será um conto de cada com um tema em comum e as histórias se entrelaçando em alguns pontos. Está ficando bem legal e pretendemos lançá-lo na Amazon em breve.
Por fim, já tenho uma nova história pronta e estou em busca de uma editora para publicá-la também.

Leio na Rede: Deixe um recado para os jovens escritores e leitores.
Angélica Pina: Aos jovens escritores, eu digo que mesmo quando bater aquele desânimo, seja por causa de como anda o mercado, por causa de alguma crítica negativa ou qualquer tipo de palavra pessimista, continuem escrevendo, lendo muito, estudando para aprimorar a escrita, prosseguindo rumo ao objetivo que é produzir Literatura de qualidade. Todo escritor é também é um sonhador e não podemos abrir mão dos nossos sonhos!
Aos leitores, eu agradeço pela abertura que têm dado à Literatura nacional e digo que temos muitos talentos espalhados por aqui, basta dar uma chance e encontrar aquele livro do gênero e estilo que gostam.
E à Gaby, muito obrigada pelo convite, pelo espaço, pelas perguntas e por todo apoio que você sempre dá aos autores!

Gostaram de conhecer mais sobre a Angélica Pina? Não deixem de conhecer o trabalho da autora!

16 de março de 2016

Entrevista exclusiva: Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos

A entrevista de hoje é mais que especial! Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos respondem em primeira mão perguntas sobre seu novo livro 1+1, a Matemática do Amor que será lançado no primeiro semestre pela Editora Faro. Olha só o que eles contaram:

Leio na Rede, Gaby Monteiro


Leio na Rede: Como vocês se conheceram?

Augusto: A gente se conheceu pela internet alguns meses antes de começarmos a escrever o livro, e foi muito curioso como a nossa amizade “floresceu”. Foi muito rápido. Com pouco tempo a gente começou a falar sobre tudo, e conversar diariamente. Só fomos nos conhecer pessoalmente uns oito meses depois, quando o Vini veio pra BH e se ‘hospedou’ na minha casa. Antes disso, nunca tínhamos nos visto. E quando ele veio, o livro já estava uns 80% escrito... Tudo via internet!

Leio na Rede: De onde surgiu a ideia para a história de 1 + 1?

Vinícius: Começou de uma forma muito bonita, de verdade. Eu estava passando por problemas pessoais muito sérios, e acabei abandonando alguns projetos. O Augusto, que ouvia minhas confidências, acabou escrevendo o primeiro capítulo de 1+1 e me mandou, pedindo para que eu escrevesse um capítulo resposta.
Nós já havíamos conversado sobre futuramente escrevermos algo juntos, mas o 1+1 veio desse gesto bonito dele, querendo me fazer ficar melhor. E quando percebemos, já tínhamos o livro nas mãos.

Leio na Rede: Como foi a divisão de escrita?

Augusto: Eu fiz o primeiro capítulo, que na verdade foi uma espécie de ‘prólogo’ do meu personagem e mandei pro Vini. Ele fez um outro ‘prólogo’ da história pelo Bernardo. E aí fomos conduzindo assim: um capítulo eu (pelo ponto de vista do Lucas) e outro ele (pelo ponto de vista do Bernardo). Mesmo assim, tínhamos liberdade para mudar algo que não havíamos gostado no capítulo do outro. Geralmente, fazíamos isso com “toques”, do tipo: “Vini, não gostei disso... Acho que podíamos fazer de tal forma”, e ele fazia o mesmo comigo. Foi bem tranquilo.

Leio na Rede, Gaby Monteiro


Leio na Rede: Como foi escrever um livro em dupla? É mais difícil do que sozinho? Quais as dificuldades enfrentadas?

Vinícius: Foi uma experiência bem diferente do que é escrever um livro sozinho. E eu diria que não é nem mais fácil, nem mais difícil que escrever sozinho, mas há sim seus pontos positivos e negativos. Para escrevermos juntos, eu e o Augusto tivemos que nos despir de nossas preferências o tempo todo, e sempre pensar no que seria melhor para o conjunto da obra. Eu abri mão de ideias, ele abriu mão de ideias, e no final buscávamos juntar tudo o que queríamos. Então acho que a parte mais difícil é realmente saber que nem tudo o que você pensar/quer pro livro, será o que a outra pessoa quer também. Mas o mais legal é que eu e o Augusto aprendemos muito um com o outro – e certamente levaremos esse aprendizado para sempre conosco.

Leio na Rede: Se vocês tivessem invertido os papéis, vocês acham que a história seria muito diferente? 

Augusto: Eu acho que não... Provavelmente o Bernardo teria ficado com a personalidade do Lucas e vice-versa... 

Leio na Rede: Como foi a criação da capa (maravilhosa), a ideia do desenho partiu de vocês?

Vinícius: Bem, nós tivemos um brainstorm com a editora, e várias ideias surgiram. Mas eu e Augusto ficamos muito gratos a Faro, porque a cada nova capa, nós tinhamos Liberdade para opinar e dizer o que gostamos ou não. A equipe criativa simplesmente não parou de testar possibilidades até chegarmos a capa atual e eu e Augusto sentirmos que era a opção perfeita.

Leio na Rede, Gaby Monteiro


Leio na Rede: 1 + 1 é um romance homossexual que aborda vários preconceitos. Por que vocês resolveram abordar esses temas?

Augusto: Sinceramente, não sei. Quando o Lucas (que é o meu personagem) surgiu na minha cabeça, ele era um menino de 13 anos, e que descobriria, aos poucos, gostar do melhor amigo. Conversando com o Vini, ele gostou da ideia e decidimos abordar isso: a aceitação. No fim das contas, os personagens cresceram (no livro finalizado eles tem 16 anos) e a gente mudou um pouco a questão da descoberta, mas ela ainda está lá. Por algum motivo, achamos importante contar a história de dois melhores amigos que se apaixonam, e que precisam lidar com esse sentimento: entender o que é, decidir se conta ou não para o outro... Viver a dúvida entre se permitir viver essas emoções a flor da pele ou se deixar sufocar pelo medo. E claro que, com isso, muitos outros problemas são traçados, como o preconceito, a homofobia e outros males que precisam ser erradicados da sociedade.

Leio na Rede: Qual a reação que vocês esperam dos leitores?

Vinícius: Acho que ao ler, os leitores sentirão várias emoções. O livro é bem humano e sentimental. Mas, de uma forma ampla, espero que ao lerem, as pessoas percebam que não precisamos rotular nossos sentimentos, nem julgá-los ou coisas do tipo. Amor é amor, independente de qualquer coisa.

Leio na Rede: Qual a mensagem que vocês buscaram passar?

Augusto: Acho que, no fim, a mensagem do livro mostra que o sentimento dos dois é puro como de qualquer outro casal, independente da orientação sexual... E é isso que esperamos passar para as pessoas.

Leio na Rede: Como serão os lançamentos?

Vinícius: Ainda não podemos comentar muito sobre, mas teremos uma tour, com, até agora, quatro datas. Logo poderemos contar tudo para vocês!

Leio na Rede, Gaby Monteiro


Leio na Rede: Como surgiram com o nome 1+1?

Vinícius: O nome 1+1 surgiu de uma forma muito orgânica e natural. Foi durante um trecho do Bernardo, e depois de escrito, passado alguns capítulos, eu e o Augusto achamos que encaixaria perfeitamente com a metáfora em torno do título e o real sentimentos que queríamos passar.

Leio na Rede: Qual foi a parte mais difícil de toda a produção do livro? E a mais fácil?

Augusto: Acho que não houve parte mais difícil ou fácil na escrita, todo o processo foi bem tranquilo por que eu e o Vini fomos muito tranquilos em relação à escrita, prazos etc... Na verdade, escrever eu diria que foi a parte mais fácil. Tivemos dias que fizemos até quatro capítulos. A história prendia a gente: eu fazia um capítulo e mandava, duas horas depois ele devolvia com o capítulo dele, eu mandava outro... E íamos assim. O mais complicado foi um momento que tivemos que parar completamente a escrita do livro e ele (quase) foi cancelado e deixou de existir... Mesmo assim eu enchi a paciência do Vini até ele retomar o projeto comigo, e agora ele vai finalmente para as livrarias.

Leio na Rede: Quanto dá 1+1? (Hehe)

Augusto: Isso é algo bastante discutido... Pode ser dois, ou um. Dependerá do ponto de vista.

Leio na Rede: Deixem um recado para os leitores.

Vinícius: Quero agradecer o apoio e o carinho de sempre. Cada conquista minha, é de vocês também. Sempre agradeço a Deus por tudo o que tenho e por ter vocês na minha vida. Espero que possamos nos encontrar em breve, seja em alguma Bienal, ou nos lançamentos de algum livro! Beijos!

Gostaram de conhecer um pouco mais sobre o novo livro? Já conhecia os autores? Não deixe de ler as obras já publicadas desses jovens escritores!
Vinícius Grossos - O Garoto Quase Atropelado

2 de março de 2016

Entrevista: Lavínia Rocha

A entrevista de hoje é com a jovem autora de Um Amor em Barcelona, De Olhos Fechados e Entre 3 Mundos, Lavínia Rocha.

Leio na Rede, Gaby Monteiro
Foto: Denilson Novaes

Leio na Rede: Quando você decidiu que queria escrever um livro?

Lavínia Rocha: Eu tinha 11 anos e vi que adorava inventar histórias para os deveres de Produção de Texto, mas me irritava o limite de 30 linhas que a professora determinava. Então decidi escrever no computador do tamanho que eu quisesse. Só que naquela época, eu ainda não sabia que o que eu escrevia viria a se tornar livros...


Leio na Rede: Como foi o processo de buscar uma editora?

Lavínia Rocha: Essa foi uma das partes mais difíceis. O meu primeiro livro (Um amor em Barcelona) foi publicado de forma independente, mas o segundo (De olhos fechados) era bem maior e ficaria muito mais caro, por isso eu precisava encontrar uma editora que bancasse o projeto.  Mandei email para muitas e suspeito que várias delas nem tenham lido. Até que conheci o dono da editora D’Plácido pessoalmente e mostrei Um amor em Barcelona, além de enviar De olhos fechados para ele. O pessoal da editora adorou o livro e, desde então, publico as minhas histórias com eles.


Leio na Rede: Qual seu processo de escrita? Você esquematiza todo o livro antes de desenvolvê-lo ou simplesmente vai escrevendo?

Lavínia Rocha: Eu sou o que as pessoas costumam chamar de “escritora jardineira”, aquela que “planta” a ideia e deixa crescer. Costumo começar os meus livros sem muita noção do que vai acontecer, só com uma ideia base mesmo. Aos poucos, a história vai surgindo.
No entanto, com Entre 3 mundos eu experimentei um pouco do que é ser uma “escritora arquiteta”, pois o livro que lancei é uma reescrita. Apesar de ter mudado várias coisas, a ideia principal é a mesma e gostei muito de trabalhar assim.


Leio na Rede: Seus personagens são baseados em pessoas conhecidas ou você os criou totalmente?

Lavínia Rocha: Meus personagens costumam ter algumas características de pessoas conhecidas, mas não são exatamente baseados em alguém. Gosto de ter a liberdade de criar características inusitadas ou de mesclar várias personalidades em um personagem só.


Leio na Rede: Seu primeiro romance “Um Amor em Barcelona” foi escrito quando você tinha 11 anos, agora ele está sendo rescrito para lançamento com a D’Plácido. Como foi esse processo? Você se surpreendeu com o que escreveu quando mais nova? Quais as sensações de fazer essa rescrita?

Lavínia Rocha: Eu decidi não mexer muito na história original. Acho importante deixar as marcas da minha pré-adolescência. Então em vez de começá-lo do zero, reli o texto e modifiquei o que achava necessário.
Quando leio UAEB tenho a sensação de voltar aos 11 anos, é fantástico, me divirto muito ao perceber como eu costumava pensar e ver a vida.


Leio na Rede, Gaby Monteiro


Leio na Rede: “Entre 3 Mundos” é seu primeiro livro que faz parte de uma série, enquanto “De Olhos Fechados” é um livro único. Quais as diferenças no momento de criação da história ao escrever uma série e um livro único? Você gostou da experiência de escrever uma série?

Lavínia Rocha: Escrever um livro único é juntar um “início, meio e fim” em uma história só. Já em uma série, é como se separássemos esses elementos, mas ao mesmo tempo cada história tem o próprio “inicio, meio e fim”. Parece contraditório (haha), mas é assim que eu me sinto escrevendo a série Entre 3 mundos. Cada livro funciona do seu jeito, com a sua trama, mas precisa de ganchos para a continuação.
É mais difícil escrever uma série porque você não pode, por exemplo, mudar algo que já citou no primeiro livro para que uma ideia nova funcione no segundo. É como se eu tivesse menos liberdade, mas estou amando escrever uma série! Acho gostoso conviver mais tempo com os personagens e fazer com que eles amadureçam ao longo dos volumes. Ainda nem terminei o segundo livro e já sei que vou morrer de saudade dos meus personagens quando acabar tudo (por enquanto, penso em uma trilogia).

Leio na Rede: Qual personagem que você escreveu, é seu favorito? (pergunta cruel haha)

Lavínia Rocha: Totalmente cruel! Eu geralmente tenho um amor especial pelas amigas das personagens principais. Adoro a Bianca, de De olhos fechados, e a Sol e a Nina, de Entre 3 mundos. Mas dentre as três, talvez a Nina seja a minha predileta. Ela é inteligente e madura, sabe dar os melhores conselhos e é superenvolvida em lutas sociais (isso é mais mostrado na continuação).

Agora não me faça escolher a preferida das protagonistas, não tem como decidir (hahaha)!

Leio na Rede: Quem você admira no mundo literário?

Lavínia Rocha: Admiro muito o Pedro Bandeira, Thalita Rebouças, Paula Pimenta e Marina Carvalho.

Leio na Rede: O que podemos esperar da sequência de Entre 3 Mundos?

Lavínia Rocha: Respostas para várias das perguntas que os leitores se fazem ao terminar Entre 3 mundos (haha), romance, como a Lisa está lidando com as descobertas do primeiro livro, novos problemas, novos segredos, novas descobertas...
Acho que chega, né? Senão acabo dando muitos spoilers (segurar a língua é uma das minhas maiores dificuldades, haha). Espero que os leitores curtam ainda mais a continuação!

Leio na Rede: Deixe um recado para os jovens escritores e leitores.

Lavínia Rocha: Para os jovens escritores: nunca deixem alguém ou algo te desmotivar! Sempre vão aparecer algumas pedrinhas no caminho, mas continue andando!. A carreira de escritor não é fácil e exige muita determinação, por isso trace metas, estabeleça objetivos e corra atrás para conquistá-los! É muito importante não se permitir desistir!
Para os jovens leitores: continuem no mundo da literatura, porque não tem coisa melhor, né? É o jeito mais eficiente de ser várias pessoas e de viver em vários lugares sem nem precisar sair do lugar!

Beijo enorme para você, Gaby, e para todos os leitores!

Gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre a Lavínia? Não deixem de conhecer seu trabalho!